O poder das mensagens das animações

Pela correria do dia a dia, acabei perdendo Carros 3 no cinema. No dia que combinei de ir com o Padawan, já não estava mais em cartaz.

Em janeiro de 2017 cheguei a comentar aqui no blog que achei o trailer pesado. Relâmpago McQueen sofre um belo de um acidente e tinha tudo para o enredo apresenta o conceito de superação. Novamente o conceito da Jornada do Herói ia ser usada, mas agora em uma animação infantil.

Carros 3 já está disponível nas plataformas digitais (sempre alugo pelo Now ou pelo iTunes) e assistimos no fim de semana passado. A história estava indo por esse caminho que eu esperava. McQueen sofre acidente, vai se reencontrar com o passado para aprender a vencer o moderno Jackson Tempestade, yada yada yada…Porém quase no final, tudo muda. E Pequenos Gafanhotos, impossível não chorar.

Em Carros 3 não temos o conceito de superação, e sim de adaptação

Todos os pais querem o melhor para os filhos. As melhores escolas, as melhores notas, as melhores profissões. Muitos pais ao tentarem acertar, erram. Precisamos conhecer os limites dos nossos filhos e saber a hora de adapta-los para o mundo que o cerca. Nossos filhos devem sim bater forte, mas precisa também aprender a hora de parar e se adaptar.

Antes quem era mais forte sobrevivia. Hoje, quem se adapta mais rápido que sobrevive.

E é essa mensagem que Carros 3 passa. Muitas vezes nosso motor não consegue chegar a 450 Km/h por inúmeras razões. Ao invés de desistir, se adapte em sua nova realidade. Aceite que tem coisas que não conseguimos mudar pois estão totalmente fora do nosso alcance.

Entenda que tem uma diferença ENORME entre desistir e se adaptar. Muitas pessoas confundem esses dois conceitos. Por melhor que você seja em algo, muitas vezes precisamos nos reinventar. Adaptarmos em uma nova realidade não significa ter desistido de um sonho. E essa é a mensagem que precisamos passar para os Jovens Padawans.

Carros 3 não é apenas uma animação bonita e bem feita da Pixar. Ela tem essa poderosa mensagem. Assista com os seus filhos e converse sobre a importância de se adaptar. Certamente isso fará uma grande diferença no futuro deles.

 

Texto escrito por.

Jorge Freire,
BLOG NERD PAI 

Brincadeiras de verão

Aposte em atividades ao ar livre na hora de turbinar as férias dos pequenos

Verão combina com atividades ao ar livre, picolé, pés descalços, risadas de doer a barriga e procurar formatos engraçados nas nuvens. Após um ano de estudos, que tal apostar em brincadeiras de verão para dar um up nas merecidas férias da criançada?

Aposte em atividades ao ar livre. De acordo com o escritor norte-americano Richard Louv, em seu livro “Last Child in the woods” (em livre tradução: A última criança na Floresta), o contato direto da criança com a natureza, como pisar na grama e interagir com os animais em atividades supersimples, inspira a criatividade.

Mãos à obra? Leve a criança para pedalar sua bicicleta no parque, fazer uma pequena reunião em família na praia ou um piquenique.

Brincadeiras de verão

 

Explore o jardim – Lupas à mão! Convide o pequeno para explorar o jardim, parque ou outros locais que contem com recursos naturais beeem de perto. Analisem os bichinhos, plantas e objetos ao redor com o instrumento de investigação.

Construa um brinquedo – O processo de construção de um brinquedo já se tornará uma diversão e tanto para as crianças. Incentive a reciclagem. Que tal fazer um boliche com garrafas pet cheias de jornal e uma bola de meias velhas? Sucesso garantido!

Mímicas – A qualquer hora e em qualquer circunstância, basta reunir a família e os amiguinhos para um divertido jogo de adivinhação. Não vai dar tempo de contar até três até que as risadas comecem a rolar.

Imite a sombra: com o solzão dessa época do ano o que não vai faltar é sombra no chão. E essa brincadeira consiste em uma criança fazer uma pose e todo mundo tentar imitar a sombra que a pose formou.

Estimule os sentidos – Munido de um saco plástico escolha objetos que encontrar pelo parque como folhas, pedras, galhos e terra. Depois de selecionados os itens, a adivinhação pode começar: tampe os olhos da criança e coloque um objeto por vez em sua mão para que ela descubra o que é.

Banho de espuma – Encha uma banheira infantil ou uma piscininha, acrescentar sabonete líquido para banho, mexer bem a água com as mãos e pronto, a brincadeira refrescante está pronta para os pequenos se esbaldarem.

Escorregar na grama – Morrinho gramado sem obstáculos, um pedaço de papelão: está pronta a diversão. Basta que a criança sente-se sobre o papelão para escorregar!

Maratona dos calçados – Bagunce os calçados das crianças e quem mais for participar da brincadeira. Depois dê um sinal para que elas encontrem seu par e os calce. Quem terminar primeiro ganha a brincadeira.

Pedrinhas divertidas – Escolha algumas pedrinhas, pinte-as com lápis de cor, giz de cera ou canetinha. De rostinhos ou desenhos abstratos: o importante é soltar a imaginação.

Bolhas de sabão – Misture água com detergente e assopre as bolhas de sabão por aí.

 

Texto escrito por.

Equipe Tricae,
BLOG TRICAE

Hábitos saudáveis: 3 dicas espertas

Comece desde cedo e garanta um futuro cheio de energia aos pequenos

Manter-se hidratado, comer legumes e praticar exercícios físicos são indispensáveis para o desenvolvimento infantil. Que tal ajudar o pequeno a pegar gosto por esses hábitos? Olha como pode ser simples!

1. Água

Que tal escolher uma garrafa estampada com o personagem preferido do seu filho? Assim, carregá-la de um lado para o outro será mais atrativo. Mantenha o squeeze sempre ao alcance da criança: no quarto, na sala e na mochila escolar. Vale explicar que a água ajuda o seu corpo a trabalhar desde a respiração até o funcionamento do intestino. Vai que cola?! 😉

Não bobeie: sucos de caixinha e refrigerantes são ricos em açúcares. Combine uma data em que o pequeno poderá saborear os industrializados, mas não permita que ele substitua a ingestão de água.

2. Frutas e vegetais

Comer, comer é bom demais! Chame o pequeno para conhecer a feira. O contato com os alimentos antes do preparo desperta a curiosidade pelas cores e formatos diferentes. Uma dica é vocês escreverem juntos um caderno de receitas e deixar a tarefa de ilustrar e pintar os alimentos que compõem cada prato com ele

Aproveite os momentos em família nos fins de semana e transforme o preparo das refeições em uma grande diversão. Todo mundo ajudando! Além de assimilar a origem das comidas ingeridas, a criança associa o alimento a momentos de muito amor em família.

3. Exercícios físicos

Os esportes para as crianças têm que começar como uma descoberta do mundo ao seu redor e seu corpo. Incentive brincadeiras ao ar livre, escalada de árvores, jogos de bola e jogos coletivos como o esconde-esconde e o pega-pega. O pequeno aprende sobre seus limites de movimentação e pode até se apaixonar por alguma atividade. Apresente diferentes modalidades e tire-o da frente das telinhas e telonas, mas não o obrigue a nada. Permita a autoexploração. 😉

 

Texto escrito por.

NAYANI REAL,
BLOG TRICAE

A tecnologia está matando a infância?

Vejo muitas postagens – algumas em tons apocalípticos – que o  uso de smartphones/tablets pelos Padawans está matando a infância. Porém depois que a Academia Americana de Pediatria (AAP) alterou a ressalva que crianças abaixo de dois anos não devem usar aparelhos eletrônicos (via), o uso desses aparelhos eletrônicos começaram a ser vistos com outros olhos.

É normal os pais reclamarem que os filhos estão sempre grudados em uma tela mesmo estando em um parque e a tecnologia está matando a infância. Segundo o especialista Chris Martin (via), as crianças misturam com frequência as atividades offline e online. O que as pessoas precisam fazer é examinar este entrelaçamento e desenvolver uma perspectiva não polarizada e obter um equilíbrio entre o digital e o analógico ao invés de encarar esses dois pontos como opostos.

É isso Pequenos Gafanhotos! Em todas as pesquisas, estudos e opiniões sobre o assunto o equilíbrio aparece em todos. O que os pais precisam é oferecem opções interessantes para os filhos e filhas e equilibrar o mundo online do offline.

Aqui em casa meus filhos, de 7 anos e outra de quaaaaase 2 anos, se auto-regulam e a razão disso é que a Fá e eu oferecemos outras opções para entretenimento. Deixamos livros, brinquedos educativos ou não, revistas espalhados pela casa. Onde você olha, tem algo. Quando a Youngling, 2 anos, fica assistindo a Galinha os as pragas nas Nursuries Songs e vê um brinquedo no chão, ela larga tudo e vai lá brincar.

O Padawan, como é mais velho, vejo essa união do offline com o online com mais frequência. Ele curte desenhar e assisti vários canais sobre isso. Aí ele pega o tablet, papel e lápis, coloca no canal e começa a seguir as instruções de como desenhar um personagem, por exemplo. Porém da mesma forma que a irmã, ele larga tudo quando falamos que tem gente jogando bola na quadra ou nadando.

Percebe que tecnologia não está matando a infância?

Então pais e mães, vou bater nessa tecla por milhares e milhares de vezes: Vamos proporcionar o equilíbrio entre o mundo offline e online. Vamos procurar apps educativos e divertidos, bem como levá-los em parques e clubes. Vamos jogar com eles um videogame como também futebol. Assim teremos a certeza que estamos caminhando nossos Padawans para um desenvolvimento pleno e divertido.

Imagens via Arquivo Pessoal e https://www.shutterstock.com/

 

Texto escrito por.

JORGE FREIRE,
BLOG DO NERD PAI

5 livros que você já leu e o seu filho também precisa ler

 

Ler, tai uma das coisas que sou apaixonada, lembro que aos 13 anos li o meu primeiro livro, um pouco tarde não é mesmo? Mas meus pais não eram muito fã da leitura, então em casa os livros começaram a aparecer quando minha irmã mais velha começou a trabalhar fora e comprar. Lembro que meu primeiro livro foi um romance, daqueles de banca de jornal, acho que por isso até hoje sou fã desse gênero, não importa se em livros ou filmes. rs

Depois de começar a ler, nunca mais parei, fiz um cartão na biblioteca da minha cidade e lia sem parar, acho que li todos os livros de Agatha CristieSidney Sheldon e da famosa Coleção Vagalume. Também adoro muito Monteiro Lobato e sempre que encontrava um clássico pegava pra ler. Alguns desses gostei tanto que quando pude comprei meus exemplares, alguns tenho até hoje, outros perdi nas minhas mudanças e os que sobraram, estão guardadinhos por aqui.

Enfim, esse meu amor pela leitura transmito a Clara, Caio e Olívia, minha casa tem tantos livros infantis, que as vezes penso que não temos mais lugares pra coloca-los. haha E sendo assim, estou sempre doando tanto meus livros como os deles, mas existem alguns que já li e quero deixar de herança para meus filhos.

Confesso, são clássicos, eu tenho realmente um queda por eles, e ficarei imensamente feliz em saber que eu já li e que agora meus filhos também poderam lê-los.

Veja agora a listinha com 5 livros que eu li e guardo na minha estante e no meu coração, para que um dia meus filhos também possam se deliciar quando lerem e viajar pelo mesmo mundo que eu já passei:

  1. A saga Harry Potter – “Harry Potter cresceu na casa de seus tios, que escondiam a verdade sobre sua família. Ao completar onze anos, Harry começa a receber cartas de um remetente desconhecido, que aumentam de quantidade a medida que seus tios as destroem. Quando finalmente consegue abrir uma delas, Harry descobre que possui poderes mágicos, como seus pais, e que foi aceito na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.” Esse é um daqueles clássicos maravilhosos que todos os filhos deveriam ler.
  2. O Pequeno Príncipe – “Um piloto cai com seu avião no deserto e ali encontra uma criança loura e frágil. Ela diz ter vindo de um pequeno planeta distante. E ali, na convivência com o piloto perdido, os dois repensam os seus valores e encontram o sentido da vida.” Quem nunca leu uma frase, já ouviu a história ou até mesmo não assistiu aos desenhos de O Pequeno Príncipe? Um livro lindo, cheio de mensagens de otimismo, simplicidade e amor.
  3. Alice no País das Maravilhas – “Quando decidiu seguir um coelho que estava muito atrasado, Alice caiu em um enorme buraco. Só mais tarde descobriu que aquele era o caminho para o País das Maravilhas, um lugar povoado por criaturas que misturam características humanas e fantásticas, como o Gato, o Chapeleiro e a Rainha de Copas – e lhe apresentam enigmas.” Esse se você não leu com certeza já assistiu aos filmes de desenhos e mais atual a releitura do clássico não é? Vale ter um exemplar do livro em casa também pra deixar para seus filhos de herança.
  4. Reinações de Narizinho – “O livro narra as aventuras que acontecem no Sítio do Picapau Amarelo e apresenta Emília, Tia Nastácia, Dona Benta e sua neta Lúcia. Lúcia, mais conhecida como Narizinho, é quem deve transportar o leitor a viagens pelo mundo da fantasia. Tudo começa com uma inesperada visita da neta de Dona Benta ao Reino das Águas Claras e com a chegada de seu primo, Pedrinho, ao Sítio do Picapau Amarelo para mais uma temporada de férias. Depois do passeio pelo Reino das Águas Claras, as reinações de Narizinho ficam ainda melhores. As crianças se divertem fazendo o Visconde com um sabugo de milho e planejando o casamento de Emília com o leitão Rabicó. Emília, Narizinho e Pedrinho recebem a visita de personagens como Cinderela, Branca de Neve e Pequeno Polegar. Também chega ao Sítio o Peninha, garoto invisível que trouxe no bolso algo que mudou a rotina dos netos de Dona Benta, o incrível pó de pirlimpimpim. Com esse pó mágico a turma do Sítio viaja para o Mundo das Maravilhas. Lá eles podem conhecer os fabulistas Esopo e La Fontaine e resgatar o Burro Falante, que vai morar no Sítio.” Ai que saudades que eu tenho de assistir ao Sitio do Pica Pau Amarelo, como eu gostava. haha Mas sempre que da muita saudades tiro ele da minha estante o releio.
  5.  Pollyanna –  “Uma otimista incurável, Pollyanna não aceita desculpas para a infelicidade e empenha-se de corpo e alma em ensinar às pessoas o caminho de superar a tristeza e a vida negativa.“‘ Pollyanna’ é uma história sobre o amor, a amizade e, sobretudo, sobre o surpreendente poder de transformação que os jovens e as crianças podem ter, sem se dar conta.

Preciso confessar que todos os livros listados aqui li durante minha adolescência, alguns ainda releio quando bate a saudade, mas todos quero que meus filhos tenham a oportunidade de ler. São clássico, meus favoritos, cheios de aventuras, emoção, e mensagens lindas.  Tenho certeza que eles vão se encantar.

Beijos

Texto escrito por.

DÉBORA NUNES,
BLOG A MÃE CORUJA

SAÚDE DOR DE CRESCIMENTO: O QUE É E COMO IDENTIFICAR

Desde o começo do ano a Cacá tem reclamado pra mim de dores nas pernas e pés, como eu já passei por isso pessoalmente e como mãe (na fase do Pedro), logo disse para ela que se tratava de dor de crescimento.

Ela, obviamente, me pediu maiores explicações sobre as tais dores e o que me chamou atenção e acendeu a minha luzinha de alerta, foi o fato de além das dores nas pernas e pés, ela também se queixar, ocasionalmente, de dores de cabeça ou de barriga.

Será que estas dores teriam relação, ou será que era preciso investigar melhor?

A primeira coisa que fiz, foi aplicar a experiência de mãe e observar melhor a minha pequena. As dores nas pernas e pés acontecem sempre no final do dia, a noite, nem sempre elas estão acompanhadas de dores de cabeça ou de barriga, não há inchaço ou vermelhidão nos locais em que ela afirma sentir dor, ela não tem febre, não deixa de brincar por causa das dores e tem a vida normal, sem apatia.

Estas indicações já me deixaram mais tranquila, já era possível descartar quase que 100% qualquer tipo de infecção ou inflamação, mas de toda forma, o fato de ela sentir dores de cabeça e de barriga, continuava a me incomodar.

Aproveitei uma das consultas com o pediatra para relatar estas queixas dela e então, ele me explicou que podia sim, acontecer de a “dor de crescimento” estar acompanhada de dores de cabeça ou de barriga.

E como ele mesmo descartou clinicamente qualquer outro motivo para as dores dela, resolvi pesquisar mais sobre a dor de crescimento, para me tranquilizar e tranquilizar vocês também!

Olha só o que descobri:

  • Quando as dores começam?

Entre 5 e 10 anos de idade, meninos e meninas podem começar a se queixar de dores nas pernas, pés, panturrilhas… Há uma incidência de 25% das crianças acometidas destas dores, e ela acomete igualmente meninos e meninas não havendo maior incidência por gênero.

  • O que é a dor de crescimento?

Apesar de ter este nome, não há comprovação científica de que elas estejam relacionadas ao “crescimento” de ossos e músculos. Apesar de a maioria dos pediatras utilizarem o termo “dor de crescimento”, sabe-se que é impossível que o crescimento dos membros inferiores (e superiores) possam causar dores, já que são muito lentos.

Entretanto, existem várias hipóteses sobre as prováveis causas das dores, entre elas: hereditariedade (pais que tiveram estas dores na infância, podem ter filhos com as mesmas dores) e crises ou distúrbios emocionais, que podem ser os próprios da idade (como a entrada em uma nova fase da vida) ou relacionados a acontecimentos específicos como o nascimento de um irmão, algum tipo de crise familiar, bullying na escola…

Estas questões emocionais são, na maioria das vezes, o que justifica a presença também de dores de cabeça e abdominais. Além disso, é claro que, se a criança está praticando atividades físicas em excesso, com certeza poderá apresentar estas dores nos membros.

  • Como identificar uma dor de crescimento de outras doenças ou condições?

As principais características das dores de crescimento são:

  1. Não interfere nas atividades diárias;
  2. Duração variável: alguns minutos a algumas horas;
  3. Melhora espontaneamente, sem medicação ou, com massagens locais;
  4. Intermitente, com períodos de melhora que variam de dias a semanas;
  5. Não é acompanhada de inchaço ou febre;
  6. Acontece principalmente no final do dia, á noite ou, a criança pode acordar com dor;
  7. Pode acontecer concomitante com dores de cabeça e abdominais.

As dores de crescimento não acontecem pela manhã e não são persistentes em um único ponto, não prejudicam as atividades das crianças, não causam apatia e não dificultam a mobilidade. Além disso, elas não causam febre, inchaço, vermelhidão ou dores nas costas. Se você observar estes sintomas, além das características das dores de crescimento, faz bem consultar um pediatra ou ortopedista.

  • Como tratar a dor de crescimento?

Não há necessidade de tratamento específico já que, ela desaparece sozinha e dura pouco tempo porém, se a criança reclama muito, você pode aplicar massagens no local ou fazer compressas com água morna.

Nos casos de dores muito fortes, convém avaliar o tipo de atividade física que a criança está praticando e solicitar a prescrição médica de analgésicos. Outra coisa muito importante que funciona sempre, é colo!

Já que a dor de crescimento está associada a crises ou distúrbios emocionais, muito carinho e colo de mãe com certeza, vão fazer qualquer dor ir embora!

Fazer esta pesquisa me clareou muitas coisas por aqui, também me ajudou a entender que, as questões emocionais que eu já sabia que estávamos enfrentando também podem ter reflexos físicos. E isso era uma coisa que eu não esperava!

A Cacá está bem, brincando e saltitante como sempre, mas canja de galinha e colo de mãe, nunca são em excesso, né?

Beijos

 

PS: este texto contou com a consultoria especializada da Clínica Infantil Reibscheid, veja o artigo completo sobre o tema neste link AQUI 

Texto escrito por

LORETA BEREZUTCHI,
BLOG BAGAGEM DE MÃE

Que tal aprender a criar memórias afetivas ao vivo?

O café da manhã tem um apelo emocional enorme para mim pois quando eu era criança, era o meu pai que o preparava. Quando chegava à cozinha tinha vitaminas ou banana amassada com aveia e mel ou bolos sobre à mesa. Meu pai deixava tudo arrumadinho e meus irmãos e eu só sentávamos e comíamos.

Conversando com um dos meus irmãos esses dias sobre isso, percebemos que esse pequeno gesto do meu pai nos influenciou. Tanto ele quanto eu preparamos o café da manhã para os nossos filhos e fazemos a mesma coisa que o nosso pai fazia: Vitaminas, banana amassada com aveia e mel ou bolos. E assim, todos os dias, voltamos um pouco ao tempo e sentimos muito forte a presença do nosso pai.

A comida tem um poder enorme de nos trazer lembranças e imortalizar sentimentos. É dever de todos os pais criarem essas memórias com os seus filhos. E o mais bacana é que não precisamos fazer nada complicado, sofisticado. Algo simples, feito com amor, é o suficiente para criamos um momento que será lembrado para sempre

 

Agora faço umas perguntas: Você está criando esse tipo de memória com o seu filho? Se não, falta tempo ou você é um desastre tão grande na cozinha que coloca fogo nela ao lavar uma alface?

Independente quais são as respostas, vamos para a cozinha criar essas memórias e não desperdice esse tempo precioso que você tem como o seu filho. Ok, eu sei, a correria é enorme e acabamos sendo atropelados pelas pressões diárias. Mas ao criarmos uma rotina, mesmo que seja nos fins-de-semana, estamos tocando nossos filhos com afeto ao oferecermos uma refeição a eles.

Vamos arregaçar as mangas e vamos para a cozinha?

 

Texto escrito por

JORGE FREIRE,
BLOG NERD PAI

 

Celular para crianças : sim ou não?

Antes de começar a escrever este post, quero deixar claro que, quando eu digo celular para crianças eu estou querendo dizer, dar um celular MESMO para a criança!

Não aquela coisa de deixar o seu pequeno ver um filminho no SEU celular enquanto vocês estão no restaurante, na espera do pediatra ou em qualquer outra situação em que você precisa que ele fique quietinho. Também não quero dizer aqueles momentos em que você deixa ele jogar um joguinho, seja pelos mesmos motivos que citei anteriormente ou porque você não vê mal nisso.

Não!

Eu não quero levantar a discussão sobre deixar ou não deixar crianças PEQUENAS (leia-se menores de 5 anos) terem ou não terem acesso aos smartphones e toda sorte de aplicativos, filminhos e afins do entretenimento que estes aparelhos podem proporcionar.

Tô querendo dizer sobre dar MESMO um celular para a criança, um celular que seja dela, de responsabilidade dela, um que terá um número só dela, sabe?

Quando o Pedro me pediu um celular pela primeira vez, ele deveria ter cerca de 7 ou 8 anos. Alguns coleguinhas da escola tinham e ele também queria um. Perguntei para quê ele precisava de um celular, e ele disse que queria jogar os joguinhos que ele jogava no meu celular, em um celular que fosse só dele.

Expliquei, meio por cima, que um celular era uma responsabilidade. Que não servia apenas para jogar, que ele também servia (vejam só, que incrível!) para ligar e falar com as pessoas, e que ele não tinha idade AINDA para ter um celular.

Ele me perguntou quando é que ele teria idade, eu chutei uns 10 anos porque, na época, julguei que aos 10 anos ele já teria maturidade suficiente para encarar esta responsabilidade. Encerrei a questão dando para ele e a irmã, um antigo tablet (IPad) que tínhamos aqui, onde ele poderia jogar os joguinhos e ver os filminhos, sob supervisão, claro!

Quando completou 9 anos, ele veio me pedir o celular de novo! Desta vez, ele queria o aparelho porque queria ouvir músicas e tirar fotos! Eu disse que o tablet também fazia estas coisas, mas ele argumentou que era muito grande!

Perguntei, para onde ele achava que ele iria carregando um celular? Na escola em que eles estudam, celulares são proibidos! Ele nunca sai de casa sem o pai ou a mãe então, ele não precisava ser “localizado” por ninguém…

Que mãe chata, né?

Resolvi ceder (um pouco) aos apelos dele fazendo um “test drive” com um antigo celular que tínhamos por aqui e que chamávamos de “celular da casa”! Este aparelho ficava quase sempre desligado e somente quando eles iam para a casa da avó, ou em festinhas com os tios onde eu e o pai não estaríamos, eles podiam levar o celular para falar com a gente.

Mas este aparelho era “da casa”, e não dele!

Ele não ficou 100% satisfeito mas, gostou! Melhor que nada, né? Começou a descer para brincar com os amiguinhos aqui do condomínio com o celular e então, o test drive foi por água abaixo!

Querer descer para brincar levando junto um celular, implicava em estar usando roupas com bolso para que ele fosse acomodado ou, descer com alguma mochila ou bolsinha. O celular, que normalmente estava no bolso, caía sempre no chão e já estava funcionando mal de tantas quedas!

A solução encontrada por eles para o celular não cair mais no chão, foi levar a bolsinha! Mas a bolsinha acabava esquecida em algum canto e então, mesmo que eu ligasse para eles, eles nunca atendiam!

Resolveram deixar o celular sem bolsa, num canto! Para que pudessem ouvir ao tocar, e o que aconteceu? Esqueceram o celular e perderam!

Pra mim o test drive serviu para mostrar que não, eles não precisavam e não estavam maduros suficientes para ter um celular. Para eles, especialmente o Pedro, serviu para mostrar que a responsabilidade de “cuidar” de um celular era a maior chatice!

Caso encerrado!

Este ano, ás vésperas de completar 10 anos, ele me pediu de novo um celular! Desta vez, ele queria um celular que fosse só dele, do qual ele cuidaria, onde poderia ouvir música, tirar fotos, ver filminhos, trocar mensagens com os amigos, ligar pra gente…

Lembrei a ele toda a odisséia do test drive do celular, disse que não compraria um aparelho novo para ele deixar cair ou perder e então, depois deste papo, resolvi ceder ao presente de aniversário, com algumas regras!

Sim porque, é isso que eu disse lá em cima! Dar um celular para ELE, um que seja somente DELE, era dar na mão dele tudo o que a internet e a tecnologia têm para oferecer. E aí, será que ele estava preparado para isso? Será que EU estava preparada para isso?

Tenho pavor de pensar em pessoas estranhas entrando em contato com o meu filho, lhe tirando informações ou influenciando para alguma coisa. E sim, eu confio nele muito! Mas apesar de ele ficar bravo quando eu digo isso, ele ainda é apenas uma criança!

Suscetível a fantasias, mentiras, manipulações, bullying…

Desde que me tornei mãe, sempre acreditei que a melhor maneira de proteger os meus filhos deste mundo era orientando, informando, deixando tudo muito claro e criando regras!

E por mais que eu acredite que tenho feito um bom trabalho, quando chega este momento de colocar a prova tudo isso, dá um medinho! Mas os filhos crescem, graçadeus! E eles não ficarão no ninho para sempre então, o jeito é confiar! Em nós mesmas e principalmente, neles!

Discutimos as regras do celular e chegamos nestas aqui:

  • Não pode levar o celular para escola!
  • Não pode jogar joguinhos ou fazer maratona na Netflix durante os dias de semana!
  • Não pode jogar joguinhos online onde haja possibilidade de bate papo entre os jogadores (vai saber quem está do outro lado se passando por criança!)
  • Não pode assistir nada no YouTube sem supervisão! (vou fazer um post depois só pra falar desta praga do YouTube!)
  • Criança não tem redes sociais! Elas são para maiores de 18 anos!

Além das regras, ensinei pra ele como funciona o celular, as questões de WiFi e internet 3G, consumo de dados, custos de ligações e SMS, a necessidade de colocar ele para carregar a bateria e outras coisas básicas inerentes ao uso diário do aparelho.

Outra coisa que achei bem importante conversar com ele, foi o fator privacidade! Por causa do blog, eles já estão bem acostumados com as minhas “regras de fotos” onde nunca publicamos o uniforme/nome da escola, placa do carro, endereço de casa, documentos pessoais…

Somadas a esta noção de cuidado online, falei sobre o fato de ele precisar respeitar a privacidade das pessoas que ele desejava fotografar ou filmar. Agora que ele tem uma “câmera” na mão, precisava saber que tirar fotos de qualquer pessoa em situações constrangedoras ou de intimidade, não era legal!

Na dúvida sobre uma foto ou vídeo, ele deveria perguntar às pessoas retratadas se tudo bem fazer aquele registro!

Eu sei que pode parecer bem rígido, talvez alguns de vocês me achem uma louca chata mas, aqui em casa, as coisas sempre funcionaram deste jeitinho. Sempre procurei estabelecer regras claras e limites para qualquer coisa!

Isto me ajuda a manter a “ordem” e mais importante de tudo, o fato de estar sempre muito claro traz confiança para todos nós. Aquela coisa de “o combinado não sai caro”, sabe?

Claro que estamos sempre dialogando e uma ou outra “regra” pode mudar, e e isto é outra coisa que é muito importante por aqui: as regras não são nunca criadas apenas por mim e estabelecidas sem prévio diálogo e “debate”.

Todo mundo conversa e chega num acordo junto! Todo mundo sempre sabe os “porquês” de todos os sims e nãos, e isso tem facilitado muito a minha vida!

Não vou negar para vocês que esta nova fase das crianças está sendo muito desafiadora, ainda que pareça que o meu “sistema de regras” funcione perfeitamente. Claro que não é assim! Eles têm sim seus momentos de rebeldia, seus momentos de “que saco, mãe!” e eu tenho meus momentos de “porque sim!”e “você não é todo mundo!”, mas acho que faz parte!

Se eu tenho medo da adolescência? Morro!

Mas tô confiante que amor, compreensão e se colocar nos sapatos dos filhos de vez em quando, ainda são a melhor maneira de conseguir seguir em frente nesta tarefa mais difícil da humanidade que é criar outros seres humanos!

E por aí? O celular tá liberado?

Beijos

 

 

Texto escrito por

LORETA BEREZUTCHI,
BLOG BAGAGEM DE MÃE

 

Existe um jeito certo de criar meu filho?

Texto publicado no Blog da querida Mãe Coruja. Confira!

E aí papais, vocês também estão cansados de ouvir tantos “isso pode”, “isso não pode” sobre a educação de seus filhos?

A informação vem para nos ajudar e no mundo atual estamos cada vez mais informados e de olho nas novidades, porém, percebemos que quando o assunto é filhos, muitos pais, especialmente os de primeira viagem, estão em uma constante busca de aprendizagem sobre qual é a melhor forma de educar e em meio a tantas maneiras, muitos pais ficam perdidos, sem saber por qual caminho realmente deve ir.

Tendo em vista ainda que, muitas vezes, a teoria pela qual escolhemos criar os filhos é maravilhosa, mas na pratica, parece que não funciona! E aí, Psi?

A maneira como criamos as crianças terá reflexo em suas vidas adultas, no seu modo de se relacionar, no seu jeito de ser, enfrentar a vida e buscar por seus objetivos. Mas existe um jeito certo de criar seu filho?

Existem estudos que indicam como alguns cuidados durante a infância podem interferir, tanto positivamente quanto negativamente, no futuro, visando que as crianças se tornem adultos mais seguros, confiantes e com maior autonomia. Mas sempre devemos ter em mente que assim como cada criança é única, cada família vive uma realidade diferente.

Nesse sentido, não se pode dizer que existem maneiras corretas e maneiras erradas de criar um filho, o que existe são estudos que devem servir como um norte para os pais, mas que deve ser adaptado em cada realidade. E quem define como será essa adaptação? Os pais!

E quando os pais têm dúvidas se estão indo pelo caminho certo ou não, ou estão com dificuldade para lidar com alguma fase, como por exemplo as birras, a dificuldade de dormir sozinho, dificuldade para comer/largar a mamadeira, entre outras, estes devem procurar um psicólogo, que irá ajudar pensando em estratégias cabíveis àquela família. Inclusive, nossos textos tem muitas dicas, para que cada família possa escolher o que se encaixa melhor a sua realidade!

Apesar disso, tem algumas coisas que são essenciais na criação dos filhos, para que elas se desenvolvam emocionalmente saudáveis: o amor e o afeto! Pode parecer clichê mas, não gritar com as crianças, respeitar o tempo delas, criar o hábito de conversar desde muito pequenos, ouvir o que elas tem a dizer, não ter discussões de adultos na frente delas, não bater, não deixa-las horas a fio na frente da televisão, sem interagir. Mais importante do que a estratégia que você encontrou para educar seu filho, é a quantidade de amor que você consegue dar para ele!

Certo é conseguir se desligar um pouco desse mundo agitado, que tem pressa para tudo e entrar na sintonia das crianças, desse modo, vocês saberão se a criança está pronta para fazer as coisas que são importantes para sua faixa etária. O ideal é não fugir tanto do que é esperado para cada faixa etária, mas procurar entender por que seu filho ainda não consegue fazer aquilo que já estaria adequado a sua idade.

Para finalizar, a última dica muito importante é não se comparar aos outros! Cada família encontra um jeito de educar e criar os filhos, isso quer dizer que são apenas jeitos diferentes do seu, nem melhor, nem pior, desde que a criança esteja evoluindo, adquirindo autonomia conforme o esperado e não falte os ingredientes citados no parágrafo anterior, a nossa resposta é: está correto!

Beijos

Deixar os filhos na escolinha e creche é falta de amor?

Confira o repost blog do nosso super parceiro Nerd Pai:

Ontem pipocou em tudo que é rede social o caso de 3 Padawans entre 2 e 3 anos de idade que saíram pelo portão da frente da escola e foram para a casa de um deles assistir desenho. (via)

Seria até engraçado se não fosse trágico. Confiamos, e muitas vezes pagamos caro em uma escola particular, e acontece isso. Por sorte nada ocorreu, mas acredito que essa escola vai ter sérios problemas…

Bem, fui ver a reportagem na Fanpage e cometi o erro de ler os comentários:

Quem fez o primeiro foi um homem. O cidadão, que certamente se considera de bem, afirma que crianças de 2, 3 anos não deveriam estar na escola. Em seu segundo e enaltecedor comentário, diz que a mãe larga na creche para poder sair e arranjar mais filhos e completa no terceiro dizendo que a mãe é preguiçosa e não ama seu rebento.

Infelizmente esse é o pensamento de muitas pessoas e não exclusivamente de homens. O penúltimo comentário é de uma mulher e ela argumenta que se não pode cuidar, não deve ter filhos. Nem vou questionar o rico vocabulário deles pois, né, eles devem ter ido na escola depois de uns 10 anos de idade. Isso se foram….

Voltando, essa é mentalidade de muitas pessoas que acham que deixar em escolinha ou creche é falta de amor. Eu já acho o contrário. Se a mãe ou pai precisam trabalhar, eles tem três opções:

  • Deixar com os avós;
  • Escolinha particular;
  • Creche.

Não curto a ideia de deixar com os avós. Bem, por mais cuidadosos que sejam, não vão motivar o suficiente os netos. Eles estão, querendo ou não, fazendo um favor. Os bebês precisam ser motivados e estimulados o tempo todo! Músicas, pinturas e brincadeiras fazem parte da rotina dos Jovens Padawan. E fora que os avós tem mais o que fazer, né?

Já a escolinha e a creche são opções extremamente válidas. Um ambiente onde eles brincam, aprendem e se socializam certamente irão formar adultos mais plenos. Fora que eles se divertem e não ficam presos dentro de uma casa sendo muitas vezes motivados apenas pela TV.

E você? O que acha? A escolinha/creche é a melhor opção?

Imagem via Facebook e https://www.shutterstock.com/